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Multas de trânsito vão bancar CNH para brasileiros de baixa renda

Lei sancionada pelo presidente Lula autoriza uso do dinheiro arrecadado com multas para financiar a formação de condutores inscritos no CadÚnico Os recursos arrecadados com multas de trânsito poderão ser utilizados para custear a CNH de motoristas de baixa renda em todo o país. A medida foi oficializada com a sanção da nova lei publicada na última sexta-feira (27/6) no Diário Oficial da União. A norma também estabelece novas regras para a transferência eletrônica de propriedade de veículos. De

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Ricardo Caetano | AdvogadoAdvogado Especialista em Direito de Trânsito
Multas de trânsito vão bancar CNH para brasileiros de baixa renda

Lei sancionada pelo presidente Lula autoriza uso do dinheiro arrecadado com multas para financiar a formação de condutores inscritos no CadÚnico



Os recursos arrecadados com multas de trânsito poderão ser utilizados para custear a CNH de motoristas de baixa renda em todo o país. A medida foi oficializada com a sanção da nova lei publicada na última sexta-feira (27/6) no Diário Oficial da União. A norma também estabelece novas regras para a transferência eletrônica de propriedade de veículos.



De acordo com a legislação, o dinheiro obtido com a cobrança de multas deverá ser destinado a áreas prioritárias para a melhoria da segurança viária, como sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização, renovação da frota, educação para o trânsito e, agora, também para financiar o processo de formação de condutores de baixa renda.



Essa última destinação contempla o pagamento das taxas e demais despesas referentes à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para candidatos incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O CadÚnico é um registro que identifica famílias em situação de vulnerabilidade econômica em todo o Brasil.



O projeto que deu origem à nova lei foi apresentado pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE) e aprovado pelo Congresso Nacional no final de maio. De acordo com o parlamentar, a iniciativa é fundamental para ampliar oportunidades de emprego para pessoas que encontram dificuldades em arcar com os custos da habilitação, como profissionais do transporte de cargas, motofrete e transporte de passageiros. “Com o custo elevado para tirar a CNH, muitas pessoas ficam fora do mercado formal de trabalho, especialmente em áreas que demandam a habilitação, como entregas e transportes.



Agora, essa barreira poderá ser superada”, destacou Guimarães. Transferência eletrônica de veículos Além de beneficiar a CNH de condutores de baixa renda, a nova lei moderniza procedimentos para a transferência de veículos. A venda e a transferência poderão ser realizadas por meio eletrônico, com contratos assinados digitalmente pelas partes envolvidas, utilizando assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas.




A vistoria veicular para a transferência também poderá ser feita em formato eletrônico, conforme critérios definidos pelos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal, ampliando a agilidade e a segurança do processo. Outra inovação importante é a validade nacional do contrato de compra e venda digital, desde que registrado junto ao órgão de trânsito competente da União. Esse contrato terá reconhecimento em todo o território nacional assim como deverá ser aceito pelos órgãos de trânsito estaduais e do Distrito Federal.



Dessa forma, facilitando as negociações entre compradores e vendedores em qualquer localidade do país. Veto ao toxicológico Um dos trechos mais polêmicos do projeto de lei foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exigência do exame toxicológico na primeira habilitação para todas as categorias. A proposta vetada pretendia alterar o artigo 148-A do CTB. Ele atualmente obriga o exame toxicológico apenas para condutores das categorias C, D e E, ou seja, motoristas que dirigem caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga ou passageiros. Ou seja, com o veto, não será exigido exame toxicológico para quem pretende obter a primeira CNH nas categorias A e B, voltadas a motocicletas e automóveis de passeio.



A justificativa oficial para o veto ainda não foi divulgada. No entanto, a medida vinha sendo duramente criticada por especialistas e entidades ligadas ao setor de trânsito e saúde pública. O Ministério dos Transportes também tinha sugerido o veto. Com informações da Agência Gov e do Portal do Trânsito


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